A aurora polar, fenômeno natural caracterizado por luzes coloridas no céu, é causada pela interação de partículas carregadas de energia provenientes do vento solar com a camada magnética da terra. O Sol não apenas emite luz, mas também o que chamamos de vento solar, que são partículas subatômicas de alta energia. Algumas partículas são desviadas, enquanto outras interagem com as linhas do campo magnético da Terra - as correntes das partículas dentro dos campos magnéticos se dirigem aos pólos. Essas correntes são chamadas "correntes de Birkeland", em homenagem ao físico norueguês Kristian Birkeland, que as descobriu no início do século 20. Ao se concentrarem lá, elas (as partículas solares) interagem com as partículas das camadas mais altas da atmosfera terrestre, o que leva à emissão de luz. É isso que vemos no céu, quando perto dos pólos, na forma de aurora boreal ou austral. Uma aurora polar normalmente é observada à noite e ocorre na ionosfera, onde as partículas colidem nos íons de oxigênio e nitrogênio e transferem para eles sua carga de energia. Ao voltar para suas orbitas originais, os elétrons nos átomos de oxigênio e de nitrogênio irradiam energia em forma de luz. Essa luz produz a aurora, e as diferentes cores provêm da irradiação dos diferentes íons. Podemos ver a Aurora Boreal em regiões próximas ao polo norte como norte do Canadá, Alasca, norte da Noruega (cidade de Tromso - extremo norte da Noruega, conhecida mundialmente como a capital da Aurora Boreal. ), Finlândia e Rússia. O tempo ideal é a noite entre os meses de Dezembro e março, procure ir em dias de Lua Nova, sem nuvens. Já aurora austral é mais difícil pois a maior parte pode ser vista apenas da Antártida e as vezes do sul da Austrália.





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